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Supra

postado em 13 de set de 2010 14:59 por Erisvaldo Ferreira Silva
o horizonte o comove, os urbanos o devoram
tem sua própria vida, tem sua própria história
nada o é estranho num mundo de ilusões
finge estar insatisfeito, finge estar sem razões

corre da noite o dia, corre do sol a sombra
sem ver que o mundo é igual aos mundos distantes

vê que é supérfluo, uma vida de man$$ões
igualdade é desigual, desiguais os corações
"pinta de verde" - diz, "vê se te muda" - fala
"deixa-o em paz" - diz, mas as vezes se cala 

corre do dia a noite, corre da sombra o sol
sem ver que o mundo é diferente dos mundos distantes 

mas o horizonte ainda o comove, e ele é devorado
ter vida própria e própria história é preciso ter
Nunca morreu de medo dos medos dos outros
do medo que outros tinham de sua coragem de ser
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