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ALGUMAS CONCEPÇÕES SOBRE O ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA

postado em 3 de dez de 2011 10:57 por Erisvaldo Ferreira Silva   [ 3 de dez de 2011 10:58 atualizado‎(s)‎ ]

Tópicos abordados no artigo ALGUMAS CONCEPÇÕES SOBRE O ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA de Marcelo Câmara dos Santos, Professor do Colégio de Aplicação da UFPE


  • A Concepção Baldista


    • ... “no momento de entrar em contato com um novo objeto de conhecimento matemático, a cabeça do aluno se apresenta como um balde vazio” ...

Essa concepção parte do princípio de que, todo aluno, quando em contato com a matemática, possui a cabeça vazia, pronta para ser “preenchida” pelo professor. De forma que, tudo o que o professor fala o aluno aprende, pois não há o que pensar, o que duvidar ou criticar. Nessa concepção aluno (a-luno: sem-luz) não possui sabedoria alguma para confrontar com a explanação do professor.

    • ... “se nós já conhecemos o culpado do crime, de que vale acompanhar toda a trama?” ...

É essa concepção (ou teoria) que leva os professores, autores de livros didáticos, entre outros a adotarem os chamados “exercícios de fixação”. Pois imagina-se, aqui, que quanto mais se repetir uma determinada operação, mesmo que o método seja único e que o aluno não tenha entendido a matéria, mais rápido será aprendizagem (fixação).

Aí se explanam tudo o que já está pronto, cabendo ao aluno, simplesmente, o ato de decorar (=decoreba) tudo aquilo sem saber o porquê nem o pra quê. Aprende-se uma fórmula tão simples e de forma tão simplificada que não conseguimos, ou nem mesmo temos a coragem de, imaginar de onde ela veio, como se chegou a ela, como se fazia antes do seu descobrimento, etc.


  • A Concepção da Escadinha


    • ... “se apóia na idéia de que seria possível modificar o comportamento de um indivíduo a partir de situações de estímulo e reforço de respostas positivas” ...

Com suporte no Behaviorismo, essa concepção trabalha diretamente com objetos de ensino-reforço-aprendizagem.

Assim como o Ensino é dividido em etapas, a aprendizagem nessa concepção segue uma linha de etapas denominadas objetos, ou objetivos.

Em primeiro lugar é definido o resultado que se quer alcançar, o que se pretende. Depois é aplicada ao aluno, uma gama de situações que, ao provocar a criança a mesma corresponde, dá respostas positivas. E por final, alcançado o primeiro objeto, aplica-se ao aluno uma outra gama de situações que reforçam o aprendizado do mesmo.

    • ... “o fato de sabermos girar o volante, utilizar a embreagem e passar as marchas, não garante que saibamos dirigir um automóvel”

Quando apresentados ao aluno todas aquelas situações de aprendizagem, e quando de fato o aluno passa por todas elas, até mesmo sem dificulades, imagina-se, nessa teoria, que o aluno tenha alcançado o objetivo principal.


  • A Concepção Sócio-Construtivista


    • ... “a idéia construtivista se apóia no próprio processo histórico de construção do conhecimento científico, cujos objetos foram sendo construídos como resposta a problemas específicos” ...

Essa concepção tem sido fundamentada por diversas áreas da educação. Nela, o aluno apresenta seu problema diante da condição de criar para si sua própria ferramenta para resolução do mesmo.

Baseadas em uma série de idéias:

      • ação – “é através da ação que se aprende”

      • desequilíbrio – “a transição entre duas etapas de conhecimento se dá pela passagem por uma fase de desequilíbrio”

      • representação espontânea – “o aluno sempre inicia uma certa aprendizagem com uma certa bagagem de representações”

      • conflito sócio-cognitivo – “Aprender a passar de uma antiga concepção para uma concepção nova”

Essa teoria consiste em colocar um obstáculo diante do aluno para que se possa causar um desequilíbrio entre sua antiga concepção e a nova. Com isso, o aluno é impulsionado (por si só) a transpor esse obstáculo (ação).


Erisvaldo Ferreira Silva

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