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Falta Fundamentação Didática no Ensino da Matemática

postado em 3 de dez de 2011 11:13 por Erisvaldo Ferreira Silva

Crítica acerca do texto

Falta Fundamentação Didática no Ensino da Matemática”

por: Erisvaldo Ferreira Silva


A pesquisadora argentina Dra. Patrícia Sadovsky sugere o fim do professor polivalente enquanto o mundo moderno abraça a interdisciplinaridade, defende um espaço de reflexão para os professores enquanto estes mal têm tempo para dar aulas, diz não se tratar de discussão sobre inovação, mas sabe que para alcançar as suas metas é preciso mudanças.

A Dra. Foi feliz em sua entrevista a colunista Roberta Bencini da revista Nova Escola (in: Fala, Mestre! – Jan/Fev 2007) quando expõe o seu ponto de vista, e de sua pesquisa, quanto ao ensino de Matemática na Argentina, no Brasil e no mundo. Tendo real percepção dos problemas ora enfrentados pelos alunos desta matéria.

Dra. Patrícia encara a Matemática, sob a ótica de alunos e professores e sob a ótica de sua especialidade como Doutora em Didática da Matemática, como uma matéria que não está sendo aprendida (ou ensinada) por completo nas escolas de todo o planeta. Quando afirma que as calculadoras já efetuam cálculos e que o mundo já exige mais que isso, dá a entender que a necessidade de aprendizado do “fazer cálculos” já não se faz tão necessária quanto ao aprofundamento matemático da álgebra e da geometria.

É de se esperar realmente mais que cálculos no mundo de hoje. É preciso programar e aprender a programar aulas com jogos e brincadeiras e simulações que, de acordo a própria Doutora, devem ser tidos apenas como ponta-pé inicial em uma seqüência de aprendizagem onde o restante do processo deve ser passado pelo professor através de aulas “interessantes”.

Quando ela diz que “Fundamental é ter um compromisso de aprendizagem com o aluno” deixa portas abertas a diferentes metodologias por parte do professor. Mas deixa bem claro uma linha de didática a ser seguida, caso o professor opte pela resposta da sua pesquisa.

Ora certa, ora não, o que realmente conta para o bem-estar dos alunos desta incrível disciplina, para o avanço da mesma e para uma melhor didática seria o ato de se por em prática ao menos algum destes métodos tão estudados, e que, aos montes são pesquisados, projetados e discutidos, que não passam de teoria.

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