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MoA na Net


Aqui você encontrará curiosidades e muita informação. Em sua maioria, os textos são trechos pesquisados na internet através do site de pesquisa Google e transferidos para cá. Os textos copiados encontram-se entre aspas e a fonte, é claro, estará citada logo abaixo de cada texto. Sendo assim, esta página reúne, em um só lugar, informações por mim consideradas de boa qualidade e que tem grande relação com a nossa maravilhosa cidade de Monte Azul. São informações que estão deveras espalhadas pela internet e passíveis de se perderem. Dessa forma espero alongar a vida útil de tais. Qualquer dúvida ou reclamação sobre alguma informação aqui contida, por favor: erisbaldo@yahoo.com.br

João Sacramento Neto - O mestre João

postado em 25 de jun de 2010 07:54 por Erisvaldo Ferreira Silva   [ 25 de jun de 2010 08:52 atualizado‎(s)‎ ]

"Aquilo que se focaliza se expande.


João Sacramento Neto (Condeúba, Bahia, 1929–2010)
18/02/10

"Faleceu neste dia 12 de fevereiro de 2010, às portas do Carnaval que em sua vida de músico tanto animou, seja à frente de filarmônica, charanga ou solando com regional, o Mestre João Sacramento Neto. Incansável fabricante de músicos, construtor de bandas de música onde não parecia possível, mestre João residiu a vida inteira entre as cidades do Sudoeste da Bahia e Norte de Minas Gerais, formando bandas, que são continuadas ou destruídas, a depender da oscilação das políticas municipais.

As bandas no Sudoeste da Bahia são de existência fugaz. Oscilam de acordo com a prefeitura, da qual são excessivamente dependentes, ao contrário das sólidas sociedades do litoral. Ainda assim uma jovem banda de música, que de algum modo se reuniu em Urandi com ex-alunos (a minha Banda 21 de Abril, depois intitulada Filarmônica João Sacramento Neto) e João Bitoni à frente, esteve em novembro de 2009 na cidade de Porteirinha, onde prestou linda homenagem aos 80 anos do mestre, tocando junto com seus alunos da filarmônica de lá. Foi este um momento que a cidade não esquecerá.

Antes disso, eu havia estado na residência do mestre, onde lhe repassei os CDs e livros que ele ainda não possuía, conheci novas pessoas da família e me confraternizei com os contemporâneos daquela que é, também, a minha família, pois em Urandi o menino Fred passava era horas, dias até, convivendo com eles em tudo.

Agora aquela clarineta criativa, um sax animado, um trombone firme, instrumentos executados por Mestre João, ficarão para sempre nas lembranças, pois não temos gravações. Tenho sim, gravado em Cd duas de suas músicas. E mais algumas partituras que vez por outra executo. Seu dobrado Os Músicos é o hino da Oficina de Frevos e Dobrados e com ele encerro há 25 anos todas as noites de Carnaval.

No sertão, a distinção do estilo dos dobrados encontra exemplo em João Sacramento, que como era mestre-escola de meninos e jovens, criava dobrados de melodia simples e clara, como Consórcio ou Dobrado n. 26. Sua beleza está na melodia, muito mais que em convenções ou embelezamentos. Mas aí surge a produção antiga, tão velha quanto os sobrados de Condeúba ou as pedras de Guirapá, edificações cristãs sobre aldeias. Vez por outra o mestre se queixava de não ter oportunidade de executar músicas mais complicadas, por falta de colegas profissionais. Fra Terenzio, de autor desconhecido, herdada por João Sacramento, é um exemplo de marcha religiosa de escrita muito erudita, fina, piedosa, e bela.

Ficam agora seus filhos e netos músicos, como guardiões do seu acervo e continuadores de profissão. Fica dona Custódia que o apoiou tanto durante tanto tempo, nas maiores adversidades. Fico finalmente eu, Fred Dantas, com esse mesmo legado de ensinar, tocar, falar sobre música e músicos. O Mestre João me forneceu o início de tudo, a régua, o compasso e o estado de espírito da profissão. E não esperar mais que a oportunidade de acordar todos os dias e se dedicar a mais uma tarefa dentro da arte."

Fred Dantas"

fonte: http://www.fotolog.com.br/drizamora/55611615

Arquivo pessoal



Mestre João e Zú tocando no casamento de uma de minhas sobrinhas na Igreja Matriz de Monte Azul - MG

Wanderlino Arruda fala sobre o livro de Glória

postado em 2 de nov de 2009 19:04 por Erisvaldo Ferreira Silva   [ 2 de nov de 2009 19:12 atualizado‎(s)‎ ]

Quem não leu está perdendo... "Monte Azul, Retratos e Relatos do Tremedal" um livro de Maria da Glória
Unimontes. Montes Claros. 219 p. 2006.

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MONTE AZUL DE MARIA DA GLÓRIA

Wanderlino Arruda
arrud@wanderlino.com.br

Depois do amor e da fome, prevalecem nas boas cabeças e nos justos corações - mais do que tudo - a vontade estética e o interesse de ser imortal. É o ideal do artista, como pessoa e como construtor do mundo e das existências do mundo. Proust, o autor de “La recherche du temps perdu”, saudosista de costumes e pragmático em acontecências, ressaltou que não haverá - na arte ou em qualquer outro setor intelectual - realidade mais profunda que aquela onde personalidades procuram encontrar expressões e ações da vida. Nada mais exato, porque a função da arte é principalmente a de descobrir verdades e reconstituir valores da consciência coletiva. Assim, querida amiga, “Monte Azul, Retrato e Relatos do Tremedal”, seu primeiro livro sobre a cidade do seu amor, chega no tempo certo e rodeado de belezas nas lembranças e nas idéias, mesmo não contando com os modernos recursos da fotografia digital. É um encantador celeiro de informações sobre coisas, lugares e pessoas. Um maravilhoso conjunto de ilustrações de um compreensível carinho por tudo que a história de Monte Azul registra em tempo de antanho e em tempos modernos, muitos deles da minha geração, pois tendo chegado à sua região em 1945 - melhor dizendo a Mato Verde - assisti a todas as mudanças políticas, à inauguração da estrada de ferro, à consolidação dos hábitos de cultura, e principalmente ao incremento da leitura de livros pelos jovens. Lembro-me dos longos e bem feitos discursos do Cel. Levy, da valentia de Arabel, das campanhas políticas de Sinhô Teles, da elogiada elegância de Lamartine. Continua tudo muito vivo em minha memória. É importante também saber que entre Mato Verde e Monte Azul, dois meses depois das chuvas, estão os cenários mais bonitos do mundo, formados pelo contrastado colorido das serras azul-cinzas e das árvores e lavouras verde-vermelho-amarelas. Podem – sem qualquer dúvida – competir com montanhas e lagos próximos a San Francisco, Estados Unidos; gramados de Montreal, Canadá; e a relevos do Rio de Janeiro e planícies do Pantanal de Corumbá. Você, Maria da Glória, é uma pesquisadora com elevada capacidade de registrar fatos, levantar tendências e reconstruir caracteres, tudo muito importante para a valorização histórica das gentes e dos costumes. Sem desfalecimento, você abriu baús, leu alfarrábios, colecionou retratos, ouviu histórias e causos, trabalho de quem sabe de responsabilidades e de valores cívicos, únicos caminhos para construção da verdadeira cultura. Parabéns, querida aluna do curso de Letras da nossa montes-clarense FAFIL, tempo romântico do maior amor às artes, fruto do ouro de privilegiadas inteligências."http://montesclaros.com/mural/default.asp?numero=403#20161

Estação Ferroviária de Monte Azul

postado em 2 de nov de 2009 18:54 por Erisvaldo Ferreira Silva   [ 2 de nov de 2009 18:59 atualizado‎(s)‎ ]


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Até o início dos anos 1940, sem sua estação, projetada há anos mas ainda sem linha, Monte Azul era Tremedal. Com a mudança do nome, a esperança da chegada da linha, que chegou em 1948. "Chorado por muitos, esquartejado, reduzido a um fiapo azul desengonçado que a serraria branca escolta pelo caminho, o trem do sertão é um fantasma de si mesmo. Não que tenha conhecido alguma opulência, mas com cecrteza foi mais útil. Hoje, vagueia entre Montes Claros e Monte Azul, duas vezes por semana para lá, duas vezes para cá, quase envergonhado, débil mesmo. São 239 km de intrínseca decadência, embora ao seu redor nem a seca consiga esconder que a vida penosamente melhorou alguma coisa nesses seus sofridos domínios, nestes últimos vinte anos. Há postes levando luz pelos campos, há uma estrada asfaltada, há gente minimanete trajada e o gado que agora contempla o comboio está razoavelmente gordo, só Deus sabe como. Monte Azul, que dormia pontualmente às dez horas da noite porque os motores a diesel de eletricidade paravam pontualmente nesta hora, com um longo suspiro, agora faz ruidosos comícios a noite inteira, no embate dos 'boca preta' contra os 'boca branca'. Mas este trem é amado, porque nele viaja o sustento de quem produz rapadura, queijo, doce de leite, andu, corante, pinha, tamarindo e umbu para vender no mercado de Montes Claros." (O Estado de Minas, 01/09/1996, numa reportagem publicada dois dias antes da supressão do Trem do Sertão, o trem de passageiros entre Montes Claros e Monte Azul) O trem na época de sua extinção - 3 de setembro de 1996 - estava custando R$ 2,30, seis vezes mais barato que a viagem de carro, para as sete horas de viagem na segunda classe, de bancos de pau. A primeira classe tinha bancos estofados rasgados e imundos. O carro-restaurante existia, com comida fria e refrigerante quente. De 1950 até o final dos anos 1970, ainda partia de Monte Azul o trem da VFFLB - Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro, depois também RFFSA - que seguia para Salvador. Portanto, Monte Azul era ponto de baldeação também, mas isso também já é coisa do passado." - http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_mg_linhacentro/monteazul.htm

Linha Férrea de Monte Azul

postado em 2 de nov de 2009 18:50 por Erisvaldo Ferreira Silva   [ 2 de nov de 2009 18:51 atualizado‎(s)‎ ]

"Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros." - http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_mg_linhacentro/monteazul.htm

FCA

postado em 2 de nov de 2009 18:27 por Erisvaldo Ferreira Silva   [ 2 de nov de 2009 18:32 atualizado‎(s)‎ ]

Você sabe o que é a FCA? Veja...

"A malha operada pela Ferrovia Centro Atlântica (FCA) é originária da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). Incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND), por meio do Decreto n° 473/92, a RFFSA transferiu suas malhas para a iniciativa privada por um período de 30 anos, prorrogáveis por mais 30. A FCA obteve a concessão da Malha Centro-Leste da RFFSA em leilão realizado em junho de 1996. Em agosto do mesmo ano, a outorga da concessão foi efetivada por Decreto Presidencial e, em 1° de setembro iniciamos a operação dos serviços públicos de transporte ferroviário de cargas." - http://www.fcasa.com.br/sobre-a-fca/historia/

RFFSA

postado em 2 de nov de 2009 18:10 por Erisvaldo Ferreira Silva   [ 2 de nov de 2009 18:44 atualizado‎(s)‎ ]

Quem é que nunca andou de trem?

E quem andou... quem é que não se lembra da famosa sigla que ilustrava os vagões?


"A REDE FERROVIÁRIA FEDERAL SOCIEDADE ANÔNIMA – RFFSA – era uma sociedade de economia mista integrante da Administração Indireta do Governo Federal, vinculada funcionalmente ao Ministério dos Transportes.

 

A RFFSA foi criada mediante autorização da Lei nº 3.115, de 16 de março de 1957, pela consolidação de 18 ferrovias regionais, com o objetivo principal de promover e gerir os interesses da União no setor de transportes ferroviários. Durante 40 anos prestou serviços de transporte ferroviário, atendendo diretamente a 19 unidades da Federação, em quatro das cinco grandes regiões do País, operando uma malha que, em 1996, compreendia cerca de 22 mil quilômetros de linhas (73% do total nacional).

 

Em 1992, a RFFSA foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, ensejando estudos, promovidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, que recomendaram a transferência para o setor privado dos serviços de transporte ferroviário de carga. Essa transferência foi efetivada no período 1996/1998, de acordo com o modelo que estabeleceu a segmentação do sistema ferroviário em seis malhas regionais, sua concessão pela União por 30 anos, mediante licitação, e o arrendamento, por igual prazo, dos ativos operacionais da RFFSA aos novos concessionários, Em 1998, houve a incorporação da Ferrovia Paulista S.A. - FEPASA à RFFSA, ao que se seguiu, em dezembro desse ano, a privatização daquela malha.

 

A RFFSA foi dissolvida de acordo com o estabelecido no Decreto nº 3.277, de 7 de dezembro de 1999, alterado pelo Decreto nº 4.109, de 30 de janeiro de 2002, pelo Decreto nº 4.839, de 12 de setembro de 2003, e pelo Decreto nº 5.103, de 11 de junho de 2004.

 

Sua liquidação foi iniciada em 17 de dezembro de 1999, por deliberação da Assembléia Geral dos Acionistas foi conduzida sob responsabilidade de uma Comissão de Liquidação,com o seu processo de liquidação supervisionado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através do Departamento de Extinção e Liquidação – DELIQ.

 

O processo de liquidação da RFFSA implicou na realização dos ativos não operacionais e no pagamento de passivos. Os ativos operacionais (infra-estrutura, locomotivas, vagões e outros bens vinculados à operação ferroviária) foram arrendados às concessionárias operadoras das ferrovias, Companhia Ferroviária do Nordeste - CFNFerrovia Centro Atlântica – FCA, MRS Logística S.A., Ferrovia Bandeirantes – FerrobanFerrovia Novoeste S. A.América Latina e Logística – ALLFerrovia Teresa Cristina S. A., competindo a RFFSA a fiscalização dos ativos arrendados.

 

A RFFSA foi extinta, mediante a Medida Provisória nº 353, de 22 de janeiro de 2007, estabelecida pelo Decreto Nº 6.018 de 22/01/2007, sancionado pela Lei Nº 11.483.

 

Decreto Nº 6.769 de 10 de fevereiro de 2009 dá nova redação aos artigos 5º, 6º e 7º do Decreto Nº 6.018 de 22 de janeiro de 2007." - http://www.rffsa.gov.br/principal/historico.htm


Linha Sul

postado em 2 de nov de 2009 17:39 por Erisvaldo Ferreira Silva   [ 2 de nov de 2009 19:00 atualizado‎(s)‎ ]

Você sabe o que é a Linha Sul?

"A linha Sul, Mapele-Monte Azul, foi formada pela união das linhas de diversas ferrovias quase todas originadas no século 19, como a E. F. Central da Bahia, a E. F. Bahia ao São Francisco, a E. F. de Santo Amaro e a E. F. Centro-Oeste da Bahia, que, quando finalmente unidas sob o nome de Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro (VFFLB) entre 1935 e 1939, tiveram suas linhas unidas e prolongadas de forma a, em 1951, ligarem Salvador e Mapele à localidade mineira de Monte Azul, ponta dos trilhos da E. F. Central do Brasil. Trens de passageiros passaram pelos seus diversos pedaços desde cada uma de suas origens até a linha completa, desaparecendo em 1979, quando somente faziam o trecho Iaçu-Monte Azul, no sul, e até o início dos anos 1980 entre Mapele e Candeias. Hoje a linha é utilizada apenas por trens cargueiros, que sofrem para passar pelo gargalo do rio Paraguassu." - http://www.ferias.tur.br/informacoes/1027/sao-sebastiao-do-passe-ba.html

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